Você sabia que praticar exercícios físicos regularmente reduz entre 30% e 35% os riscos de desenvolver câncer de mama? Está comprovado cientificamente que fazer de três a cinco horas de exercício por semana diminui em até 35% as chances de desenvolver câncer.

Estudos comprovam que apenas 15% dos casos de câncer de mama são de predisposição genética. Os 85% restantes não são hereditários, por isso a necessidade de toda a mulher realizar exames preventivos todo ano. Quem tem fator genético precisa ter cuidado redobrado, pois a chance de desenvolver a doença é de 70%, enquanto no restante da população feminina esse índice é de 12%.

Prática de exercícios físicos x câncer de mama

Mas, será que existe alguma maneira de evitar a doença? Alguns estudos comprovam que a prática regular de exercícios físicos pode te deixar mais distante dessas estatísticas!

Pesquisadores da Universidade de Estetino, na Polônia, apontaram que as mulheres com menor probabilidade de desenvolver um nódulo maligno nos seios dedicavam-se sete horas ou mais na semana às atividades físicas. Detalhe: elas treinavam em um ritmo de moderado a intenso.

Já a Sociedade Americana de Câncer, que propõe duas horas e meia de exercícios por semana, relata que, entre outros benefícios, esforços dessa magnitude elevam significativamente o gasto metabólico. Com isso, cai o risco de aumentos significativos na gordura do corpo, algo importante, uma vez que a obesidade aumenta a produção de hormônios como estrogênio e insulina, que, em excesso, podem patrocinar o câncer de mama.

Por fim, exercitar-se, por si só, controla inflamações pelo organismo, outro fator por trás de tumores.

A importância dos exercícios em mulheres com câncer

Uma mulher já diagnosticada com câncer de mama também leva vantagem ao se movimentar regularmente. Os exercícios eliminam o excesso de lipídios que circulam no sangue, o que faz com que essas moléculas não sejam aproveitadas pelo tumor para seu desenvolvimento.

A atividade física ainda reduz a formação de vasos ao redor do câncer, que servem para abastecê-lo de sangue. Em outras palavras, é como se corridas e pedaladas auxiliassem a matar o inimigo de fome.

Bom, mas qual a dose ideal de exercícios para esse grupo de mulheres? A Sociedade Americana de Câncer estipula as mesmas metas que mencionamos anteriormente. Já aquela revisão polonesa também citada destaca que, segundo os estudos avaliados, as pacientes que se exercitaram, em intensidade ao menos moderada, de três a cinco horas por semana, eram as com maiores taxas de sobrevivência.

Entretanto, antes de começar qualquer atividade física, quem enfrenta a doença precisa tomar precauções específicas para não ameaçar a sua recuperação. É absolutamente necessário se submeter a uma avaliação completa com o objetivo de identificar eventuais restrições de movimento ou uma anemia, por exemplo.

Mas que fique claro: não é proibido calçar o tênis e dar suas passadas por aí durante o tratamento. Os exercícios atenuam o cansaço e as náuseas, efeitos colaterais decorrentes do próprio tratamento. Além disso, tirar o corpo do marasmo promove mais autonomia à paciente, melhora seu bem-estar e ainda ajuda a paciente a relaxar e dormir com mais facilidade.

Você já pratica algum exercício físico? Está esperando o que para começar! Prevenir-se é o melhor remédio!